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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Doação de óvulos: semelhança com a mãe ou com a doadora?


Muito interessante, recomendo a leitura!

Filhos de mulheres que receberam óvulos doados são fisicamente semelhantes a elas ou à doadora?

Uma das maiores preocupações das mulheres que vão receber óvulos doados é se o filho que será gerado por elas terá sua semelhança física e comportamental, uma vez que temem que, no futuro, as pessoas possam duvidar ou desconfiar da origem dos óvulos. É claro que, de início, o IPGO informa a estas mulheres que toma todos os cuidados para que os critérios de semelhança com a futura mãe receptora sejam considerados.

Como, por exemplo, a própria compatibilidade do tipo de sangue para que nunca haja dúvida da criança que o óvulo foi originado de outra mulher, a não ser que esta receptora deseje no futuro contar a verdade. Isto será uma opção dela. É sempre bom lembrar que em uma família de vários irmãos não significa que todos serão sósias um do outro e que também serão idênticos ao pai ou à mãe.

Do ponto de vista genético, é interessante que todas as pessoas saibam que 99,9% dos nossos genes são idênticos. Isto significa que as diferenças que vemos ao nascimento entre uma criança e outra não dependem só de ela ter genes específicos herdados da mãe ou do pai; mas da influência importante dos efeitos do ambiente que determinam como será expresso o código genético.

Em outras palavras, o DNA (ácido desoxirribonucleico) não é o único responsável pelas características do ser humano e, independente da origem do óvulo, são fundamentais para formação e desenvolvimento do novo ser, os efeitos do ambiente como o útero, a irrigação sanguínea, a nutrição e até mesmo o modo "como a futura mãe pensa". Tudo isso pode afetar a expressão dos genes do embrião.

Os genes podem se expressar ou permanecer adormecidos, dependendo de sinais provenientes do exterior da célula. Nosso código genético possui verdadeiras "chaves de liga/desliga", que ativam ou inativam a ação dos genes. Quem determina quais genes serão ativados ou não é o ambiente, ou o que chamamos de fatores epigenéticos.

A expressão dos genes começa no útero. A mulher grávida, com seu útero representando o meio ambiente, é responsável pela forma como os genes do bebê serão expressos. Esta fase inicial da vida, as primeiras 40 semanas ou mais, começam a moldar as características da criança ao nascer.

Mas, o que é epigenética?
Do grego epi = além de + genética. Os genes são  as unidades fundamentais  da hereditariedade e são  formados por uma sequência específica de DNA que  contém as instruções  genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos. A sequência de DNA é como letras de um texto complexo e as etiquetas epigenéticas são como os espaços, pontuação e parágrafos que fazem a sequência do texto adquirir um significado.

Tais etiquetas epigenéticas são como chaves de liga/desliga que ativam ou inativam a ação dos genes. A expressão destes genes que chamamos de “imprinting genômico” ocorre já na fase de formação dos gametas masculino e feminino, e prossegue durante a fertilização e o desenvolvimento embrionário.  Evidências científicas têm demonstrado que os genes e o DNA não são responsáveis pela especificidade final dos seres humanos e sim os imprintings genéticos que fazem com que genes sejam expressos ou permaneçam adormecidos, dependendo sinais provenientes do exterior da célula.

O ambiente, no caso de uma gestação, é o útero da mulher. Assim, tudo o que ocorrer durante a gestação pode influenciar na ativação ou inativação de genes do futuro bebê. Dessa forma, uma criança nascida do útero de uma receptora será emocionalmente, fisicamente e psicologicamente diferente do que se a mesma criança fosse concebida no útero da doadora do óvulo. Um bebê concebido de um óvulo doado recebe as "instruções" sobre a expressão dos seus genes da mulher que o carrega. Em outras palavras a mãe que gesta influencia na epignética do seu filho.

O útero assume muito mais do que o papel de uma incubadora e o desenvolvimento do feto dependerá em tudo do corpo da mulher que o carrega: o oxigênio, os nutrientes, a excreção de fluidos, o estilo de vida, o uso de hormônios, exposição a agentes, a alimentação e a forma como tudo isso é ofertado irá influenciar diretamente a ativação e expressão gênica do embrião. Assim, a receptora determina, sim, como será seu filho até em nível genético!  A criança que nasce será física e emocionalmente diferente da mulher que o doou. Em outras palavras, a mãe que gesta influencia quem a criança será e assim, em nível genético, é seu filho.

Talvez o maior mito que envolve a gravidez diz respeito ao fato de que o útero seria simplesmente uma incubadora. Nada poderia estar mais longe da verdade. O aspecto mais importante de todas as gestações - incluindo a decorrente de doação de óvulos - é que o crescimento de cada célula do corpo do feto em desenvolvimento é construído a partir do corpo da mãe grávida. O tecido de revestimento do seu útero (o endométrio) irá contribuir para a formação da placenta. O feto usará proteínas de seu corpo: seu cálcio, seus açúcares, nitratos e fluídos. Assim, você não é passiva neste processo.

Portanto: a receptora determina como será seu filho.

Autor: *Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi é diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva, trilha sua carreira auxiliando casais na busca por um filho e durante toda a gestação. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Ilinos, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. O especialista além de autor de diversos livros na área médica como Fertilidade Natural, Grávida Feliz, Obstetra Feliz, Fertilização um ato de amor, e Os Tratamentos de Fertilização e As Religiões, Fertilidade e Alimentação, todos pela Editora LaVida Press e Manual da Gestante, pela Editora Madras. Criou também os sites: www.ipgo.com.brwww.fertilidadedohomem.com.br;www.fertilidadenatural.com.br, onde esclarece dúvidas e passa informações sobre a saúde feminina, especialmente sobre infertilidade. Apresenta seu trabalho em congressos no exterior, o que confere a ele um reconhecimento internacional.


Como funciona a reprodução assistida

De acordo com a idade da mulher, a inseminação artificial apresenta taxas mais baixas de sucesso quando comparadas à fertilização in vitro. Entenda o que define a escolha da melhor técnica em cada caso


A primeira etapa do procedimento é conhecida como indução da ovulação e é comum às duas
técnicas. Ilustração: Luiz Lentini


CONSULTA MÉDICA

Uma minuciosa avaliação médica resultará na eleição da técnica certa para cada caso, o que dependerá da análise de testes físicosprovas laboratoriais e exames de imagem. A inseminação artificial (ou inseminação intrauterina) é indicada nos casos de dificuldade de ovulaçãoalterações anatômicas no colo do útero (que dificultam o encontro do espermatozoide com o óvulo), distúrbios na produção de espermatozoides (baixa quantidade ou pouca mobilidade), mulheres jovens (em torno dos 35 anos) e com função tubária preservada. A fertilização in vitro é a opção para as que têm problemas nas trompas (sequelas de infecção ou endometriose), estão acima dos 35 anos, fizeram ligamentos de trompas ou apresentam obstrução tubária.

PRIMEIRA PARTE: INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL E FERTILIZAÇÃO IN VITRO

A etapa conhecida como indução da ovulação é comum às duas técnicas. Nela, há estímulo do crescimento do maior número possível de óvulos. No segundo dia do ciclo menstrual, inicia-se o uso de um hormônio injetável. A partir do 6º dia, opera-se o controle do estímulo ovariano através do ultrassom. Por volta do 8º ao 10º dia de uso de medicação, verifica-se se há resposta ovariana para uma ou outra técnica. Usa-se, então, um hormônio específico para amadurecer os óvulos e desencadear a ovulação. A partir de agora, as duas técnicas seguem por caminhos diferentes.

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL

De 36 a 42 horas após do início da ovulação, o casal retorna ao centro de reprodução, e os melhores espermatozoides colhidos do marido são inseminados no útero. O procedimento é indolor, não envolve cirurgia e o casal é liberado no mesmo dia. O médico recomenda que o casal tenha relação sexual para que as contrações uterinas e tubárias facilitem a chegada dos espermatozoides até o óvulo. Após 21 dias da inseminação artificial, realiza-se o tão esperado exame de gravidez.

FERTILIZAÇÃO IN VITRO

Nesta técnica, a paciente é submetida à captação de vários óvulos 36 horas após o uso do hormônio. É necessária uma cirurgia denominada punção ovariana por ultrassonografia transvaginal, que deve ser realizada com anestesia, e dura cerca de 20 minutos. Os óvulos são aspirados dos ovários, selecionados e, em seguida, unidos aos espermatozoides para formar os embriões. O marido é convidado à coleta do sêmen para uso da fertilização in vitro dos óvulos. Após um breve repouso, o casal volta para casa. No laboratório, cada óvulo é imerso num recipiente especial, que contém de 50 a 100 mil espermatozoides. Formados, os embriões são colocados em uma estufa, que reproduz as condições ambientais da tuba uterina, onde ficarão até serem formados os blastocistos – estágio final do desenvolvimento embrionário. Após três dias, acontecerá a transferência dos embriões para o útero. Geralmente, são implantados mais de um embrião para aumentar as chances de gravidez (daí ser comum a gemelar). Após 12 dias da transferência, é realizado o exame de gravidez.

PASSO A PASSO

O método da inseminação artificial é composto de três etapasindução da ovulação, coleta e preparo de sêmen e introdução dos espermatozoides no útero. Já a fertilização in vitro é dividida em quatro etapasindução da ovulação, coleta de óvulos e da amostra de sêmen, fertilização dos óvulos no laboratório e transferência dos embriões para o útero.

CUSTO X BENEFÍCIO

A técnica da fertilização in vitro costuma ser mais cara porque é de alta complexidade e exige doses maiores de hormônio para estimular a ovulação. Além disso, ela carece de uma estrutura maior para ser realizada: há necessidade de internaçãoanestesia para sedação durante a captação de óvulos, mais assistência laboratorial (embriologia) para manipulação de gametas para a formação de um embrião. A inseminação artificial é mais simples, menor e pode ser realizada no próprio consultório. Em média, o custo de uma inseminação artificial varia de R$ 2,5 mil a R$ 4 mil; a fertilização in vitro custa entre R$ 12 mil e R$ 18 mil. E o tempo de tratamento dependerá muito da resposta ovariana de cada mulher ao estímulo hormonal.
Fonte: 
Texto: André Bernardo / Ilustração: Luiz Lentini / Adaptação: Ana Paula Ferreira - Revista Viva Saúde
http://revistavivasaude.uol.com.br/clinica-geral/como-funciona-a-reproducao-assistida/641/

Repousar ou não repousar depois da FIV: eis a questão

Uma das maiores preocupações das mulheres que fazem a FIV são as duas semanas após a transferência. O que pode e o que não pode? Pode subir escada? Pode lavar louça? Cozinhar? E o repouso, é preciso passar esse tempo todo deitada? Será que o embrião pode cair?

A resposta é: não!!! Os estudos indicam que mulheres que fizeram e que não fizeram repouso após a FIV tiveram as mesmas taxas de gravidez.

Dr. Edson Borges, médico e diretor da Clínica Fertility, comenta que existe um mito muito grande sobre esse tema. "Um dos principais exemplos que dou é a mulher que engravida no carnaval. Ela pula, dança, se diverte, e algumas semanas depois descobre que engravidou. Nem por isso o embrião caiu!".

A a natureza foi extremamente zelosa com a anatomia feminina. Uma vez que o embrião foi transferido, não há como sair. Ele fica protegido no útero e, eventualmente, irá se alocar no endométrio com a confirmação da gestação.

Dr. Borges explica que logo após a transferência do(s) embrião(ões), recomenda-se que a paciente fique trinta minutos em repouso. Isso porque com o procedimento, o útero pode ter leves contrações. Esse período serve para o organismo voltar ao normal.

Passado esse tempo, vida ativa, mas com moderação. Por exemplo, é possível subir e descer a escada de casa com cuidado, cozinhar, trabalhar (profissões sem impacto). O que não pode é realizar exercícios aeróbicos, esforço pesado ou ter relações sexuais (até o dia dia beta, depois, seguir a orientação médica que varia entre as pacientes).

Para ter mais informações sobre o tema, sugiro a leitura do artigo do médico americano Dr. Malpani: http://blog.drmalpani.com/2008/04/putting-myth-of-bed-rest-after-ivf-to.html

Novas regras para reprodução assistida

Entenda as novas regras de reprodução assistida
O CFM  publicou uma nova resolução para normatizar a prática. Principal mudança é o limite de idade para 50 anos 


O que é?
A nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a reprodução assistida estabelece uma série de normas para regulamentar a fertilização in vitro e a inseminação artificial. Os médicos que não cumprirem o que a resolução determina podem ser alvo de um processo ético – as punições cabíveis são advertência, suspensão e até cassação.
Segundo o CFM a resolução preenche uma lacuna da legislação brasileira, que não tem uma lei específica para a prática da resolução assistida. A resolução foi publicada pelo Diário Oficial da União nesta quinta-feira (9).
Idade máxima para engravidar
A partir de agora, a idade máxima que a mulher pode ter para se submeter à inseminação artificial é de 50 anos. Antes, não havia limite de idade para a prática. O limite foi escolhido por causa do risco obstétrico, já que, após os 50 anos, aumentam os casos de hipertensão na gravidez, diabetes e partos prematuros.
Doação de óvulos
A chamada doação compartilhada de óvulos, que não era mencionada na resolução antiga, passa a ser permitido da seguinte maneira: uma mulher que não consegue produzir óvulos ajuda financeiramente outra mulher capaz de ovular, mas com dificuldades de engravidar, a fazer tratamento reprodutivo. Em troca, a primeira recebe a doação de um óvulo. A doadora de óvulos não pode ter mais de 35 anos – para garantir que o óvulo é saudável.
Doação de espermatozoides
Antes, não havia limite de idade para a doação de espermatozoides para a reprodução assistida. A partir de agora, somente homens com menos de 50 anos poderão doar para bancos de esperma – estudos mostram que filhos de pais mais velhos correm maior risco de desenvolver problemas de saúde.
Gays e solteiros
Fica expressamente permitido o uso da reprodução assistida por mulheres solteiras ou por casais homoafetivos. Antes, o texto dizia que “qualquer pessoa” poderia usar a técnica “nos limites da resolução”, mas o CFM considerou que estas palavras permitiam diferentes interpretações. A partir de agora, homossexuais e solteiros são citados na resolução como elegíveis para a inseminação.
‘Barriga de aluguel’
A nova resolução aumenta a possibilidade de uso da “barriga de aluguel”, ou “útero de substituição”, no jargão do CFM. A prática consiste em uma mulher gerar em seu útero um embrião fecundado com o óvulo de outra mulher – que será a verdadeira mãe da criança, tanto genética quanto afetivamente.
O CFM não aceita o uso comercial da prática só permite que ela seja feita quando a mulher que gera o filho tem algum parentesco com o pai ou com a mãe da criança, mas a permissão foi ampliada. Pela resolução antiga, esse parentesco deveria ser de até segundo grau – mãe ou irmã. Com o novo texto, parentes de até quarto grau – tias e primas – também podem emprestar o útero para este fim.
Descarte de embriões
Quando é feita uma fertilização in vitro, os médicos normalmente geram um número de embriões superior ao que vai ser inseminado na paciente. Pelo texto antigo, as clínicas não poderiam descartar estes embriões já fecundados, e a nova resolução altera este ponto.
A partir de agora, a clínica só deverá manter os embriões congelados – ou “criopreservados”, no jargão médico – por cinco anos. Depois disso, eles poderão ser descartados ou doados para a ciência – a escolha será feita pela mãe na contratação do serviço. Caso ela queira manter os embriões por mais de cinco anos, terá de pagar por isso.
Seleção genética
A nova resolução permite expressamente a seleção genética de embriões para que o bebê não tenha uma doença hereditária que algum filho do casal já tenha demonstrado. O texto permite, inclusive, o transplante de células desse bebê para o irmão mais velho. A técnica não era abordada pelas normas antigas. Segue vetada, no entanto, a escolha do sexo do bebê em laboratório, exceto quando a seleção for feita com o intuito de evitar doenças ligadas a esse sexo.

Infertilidade e endometriose

QUAL É A RELAÇÃO ENTRE ENDOMETRIOSE E INFERTILIDADE? 

A endometriose, doença que afeta a vida de muitas mulheres, está intimamente relacionada à infertilidade. Restam, no entanto, algumas questões envolvendo o assunto: é a endometriose a causadora de infertilidade ou, por ser a mulher infértil, ela tende a adquirir a doença? É possível que as portadoras engravidem sem que o tratamento seja necessário? A doença causa falhas durante um tratamento de fertilização in vitro? Confira as respostas do médico Flávio Garcia de Oliveira no vídeo a seguir.


http://www.youtube.com/watch?v=q8kcogjRsEc

Pesquisa: origem do espermatozoide e implantação do blastocisto

Pesquisa comprova que origem do espermatozoide não é determinante para implantação do embrião em estágio de blastocisto

A transferência de embriões em estágio de blastocisto, após o cultivo estendido, resulta em taxas de implantação significantemente mais altas, quando comparada à transferência de embriões em estágios mais precoces de desenvolvimento.

Prolongar o período de cultura permite uma melhor seleção de embriões com maior potencial de implantação e uma melhor sincronização entre o útero e o estágio de vida do embrião. Além disso, por conta da elevada taxa de implantação, transferências de um único blastocisto são capazes de aumentar a chance de gravidez e reduzir o risco de gestações múltiplas.

Embora vários estudos tenham mostrado um melhor resultado da transferência de blastocisto, quando comparada à transferência de embriões em estágios mais precoces, nem todos os pacientes se beneficiam do adiamento da transferência de embriões. Vários fatores clínicos têm sido associados com o desenvolvimento de blastocistos de baixa qualidade, como: idade materna avançada, o método de inseminação, qualidade do sêmen, causa de infertilidade, entre outros. Porém, pouco se sabia a respeito do efeito da origem do espermatozoide no potencial de desenvolvimento do blastocisto.

Em um recente estudo, a equipe científica do Fertility - Centro de Fertilização Assistida, investigou se o impacto da origem do espermatozoide no potencial de formação de blastocistos. Espermatozoides não ejaculados, ou seja, retirados cirurgicamente dos testículos e epidídimos, têm sido usados para técnicas de reprodução assistida há quase duas décadas, porém estudos recentes sugerem que espermatozoides testiculares e epididimários resultam em taxas de gestação mais baixas, quando comparados a espermatozoides recuperados do ejaculado.

A pesquisa do Fertility provou que a origem do espermatozoide não é determinante para o sucesso de implantação do blastocisto. Surpreendentemente, um aumento de quase três vezes na probabilidade de formação de blastocistos foi observado quando foram utilizados espermatozoides testiculares ou epididimários. Segundo Daniela Braga, pesquisadora científica da clínica e autora do estudo, esse achado pode ser explicado pela menor exposição destes espermatozoides às espécies reativas de oxigênio, quando comparados a espermatozoides ejaculados. “De qualquer maneira, mais estudos devem ser realizados para confirmar nossas descobertas”, ressalta a pesquisadora.

Fonte: Fertility Press / Informativo trimestral do Fertility, Centro de Fertilização Assistida. http://www.embriofert.com.br/

Diagnóstico precoce de alterações cromossômicas no sangue materno



Novo exame faz o diagnóstico precoce de alterações cromossômicas no sangue materno
O exame será lançado durante uma palestra gratuita no evento “Encontros com a Ciência”, no próximo dia 4 de maio, das 9h às 11h, sobre o diagnóstico em doenças cromossômicas. O evento é promovido pelo Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz e direcionado a médicos, estudantes e profissionais da saúde.

O Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz (Porto Alegre, RS) realiza no dia 4 de maio (sábado) o evento “Encontros com a Ciência”, com a presença dos especialistas Ricardo Oliveira, diretor médico e fundador da RDO Diagnósticos\SP e professor da Boston University, School of Medicine, e do chefe de genética da RDO Diagnósticos\SP e professor do Instituto de Qualidade, Ciência e Tecnologia\SP, Roberto de Souza, para abordar o tema Diagnóstico Precoce de Alterações Cromossômicas no Sangue Materno. Na oportunidade, a clínica lançará na capital, em parceria com o RDO Diagnósticos Médico\SP, o primeiro exame de sangue capaz de detectar problemas cromossômicos no feto a partir da nona semana de gravidez. O exame que investiga as alterações cromossômicas é comercializado nos Estados Unidos há mais de um ano e foi criado para diagnosticar precocemente a presença de síndrome de Down e de outras doenças genéticas no feto. 

Até hoje no Brasil o exame realizado para identificar síndromes congênitas é amniocentese e o estudo da vilosidade corial, um exame no qual é inserida uma agulha no abdômen da gestante para a remoção de pequenas quantidades de líquido amniótico e ou fragmentos de placenta que são analisadas em laboratório. Esses exames são realizados a partir da 12ª e 16ª semana de gestação, portanto bem mais no decorrer da gestação. Segundo o diretor do Centro, Dr. Nilo Frantz, o exame vem revolucionar o diagnóstico de forma não invasiva e com maior precocidade na gestação (nove semanas).

Novas Possibilidades
O exame analisa, pelo sangue materno, alguns pares cromossômicos do bebê na fase inicial de gestação, demorando cerca de dez dias para apresentar o resultado. “O teste é feito através da coleta do sangue periférico materno e vai para o laboratório, onde é feita a análise do material genético do feto que fica circulando no sangue da mãe durante a gestação”, explica o especialista.
Diagnóstico
A versão mais completa do teste detecta as principais doenças cromossômicas: Síndrome de Down (Trissomia do cromossomo 21), Síndrome de Edwards (Trissomia do cromossomo 13) e alterações dos cromossomas x e y, além do sexo do feto. “O exame não coloca em risco o bem-estar do bebê, pois é um simples exame de sangue da mãe, que não entra em contato com a bolsa amniótica, que protege e abriga o feto, evitando o risco de um aborto espontâneo, ao contrário da amniocentese”, explica Nilo Frantz. Outra vantagem do exame é que ele pode ser feito em qualquer momento a partir de nove semanas de gestação.

Fonte: Paula Oliveira de Sá / Jornalista (DRT/RS 8575)