O coito programado é feito com o uso de estimulantes ovarianos que induzem a ovulação. O mais básico é realizado com medicamentos a base de citratro de clomifeno (Indux, Clomid e Serophene) e os mais avançados usam medicamentos injetáveis, como Gonal e Menopur. O procedimento é acompanhado por ultra sonografias seriadas, transvaginais, realizadas desde o início do ciclo até a ovulação, para constatação do sucesso do tratamento. Medicamentos a base de citrato de clomifeno podem não estimular todos as mulheres e ainda acarretam em diminuição na espessura do endométrio, já que atua inibindo a ação do estrogênio para que o organismo seja forçado a produzir LH e FSH. Por isso, alguns médicos usam medicação complementar a base de estradiol (Natifa ou Primogyna). Pode ser recomendado também o uso de progesterona (Utrogestan) após a ovulação, com o intuito de fortalecer ainda mais o endométrio.
Com as duas medicações para indução de ovulação, pode ser usado ainda uma injeção de HCG que obrigará o organismo a romper os folículos dominantes. Essa injeção pode ser a Ovidrel, Choragon ou Choriomon. A ovulação ocorre cerca de 36 horas após a aplicação, que é subcutânea.
O tratamento com medicamentos de citrato de clomifeno são relativamente baratos. Uma caixa de Indux, o mais barato dos três, custa cerca de R$ 45. As ultrassonografias se não forem cobertas pelo convênio custam R$ 250. Se for necessário o uso das injeções de HCG, a Ovidrel custa cerca de R$ 400 e a Choragon e Choriomon custam em torno de R$ 90. Os medicamentos injetáveis são mais caros, podendo chegar a R$1000 por ciclo. Se necessário complementar com outros hormônios, a caixa de Natifa e do Utrogestan custam cerca de R$ 50 cada uma.
A auto-medicação não é recomendada, pois cada hormônio deve ser inserido no tempo certo e a ingestão inadequada pode até mesmo inibir a ovulação. O método pode ser realizado com acompanhamento de especialista em fertilidade, mas também é realizado por ginecologistas comuns.
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